composição fotográfica com as escolas agrupamento

Escola Básica/J.I. nº 1 de Massamá - Escola Básica D. Pedro IV - Escola Secundária Miguel Torga

Bem-vindo ao sítio do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, Queluz

Esta página está em transformação para reunir toda a informação relativa às escolas do Agrupamento.
Entretanto serão divulgadas aqui as informações mais relevantes enquanto se procede à mudança.

Miguel Torga

" Miguel Torga é um poeta em que o país se diz."
Sophia M. Breyner

Miguel Torga, pseudónimo literário de Adolfo Correia da Rocha, escritor português e médico otorrinolaringologista, nasceu a 12 de Agosto de 1907 em S. Martinho da Anta, em Trás-os-Montes, numa casa modesta de uma família de camponeses pobres.

Viveu uma meninice em que, nas horas que não ocupava na escola, tem de esquecer o jogo do pião e tomar o cabo da alfaia com que trabalha a terra. Fez a 4ª classe com distinção e o pai, um pobre cavador sensível, chorou de alegria e ofereceu-lhe um cavaquinho que dedilhou até lhe rebentar uma corda. Foi a sua primeira prenda.

Com 11 anos ingressa no Seminário de Lamego, onde permaneceu um ano. Em 1920, com 13 anos, emigra para Minas Gerais, no Brasil onde passa cinco anos com um tio, fazendo de tudo um pouco. Aos 18 anos, regressa a Portugal rico em dor, em sonhos, em esperanças e decepções. O tio dá-lhe uma mesada para prosseguir os seus estudos. Faz o curso do liceu em três anos e acaba por se matricular na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Teve consultório em Leiria e aí foi detido pela Polícia do Estado, indo parar ao Aljube. Mas foi em Coimbra que viveu e trabalhou a maior parte da sua vida. Em 1934, com o volume de prosa " A Terceira Voz " nasce o pseudónimo Miguel Torga. Miguel em homenagem a Cervantes, Unamuno e Molina ; Torga tirado ao homónimo arbusto serrano.

Em 1927 participa na revista Presença, juntamente com José Régio, Fernando Pessoa e Vitorino Nemésio. Em 1930, juntamente com Branquinho da Fonseca funda a revista "Sinal" onde procura criar a sua própria voz e em 1936 a revista "Manifesto". Torga é, em primeiro lugar, o poeta da montanhas a sua obra estende-se pelo conto, novela, teatro e romance. Mas é nos Diários que o escritor critica, polemiza, retrata paisagens que o emocionam, reflecte sobre o Homem e o Mundo, enfim, sobre a condição humana.

A caça é o seu desporto preferido e é na terra transmontana que ele gosta de o praticar. Era um caçador de elevação e poesia e via na caça um instrumento de mortificação pelo cansaço e pela dor, mas também uma fonte de inspiração.

Caminhante insubmisso, viajante incansável era sempre a S. Martinho, " um berço onde tenho de nascer todas as horas e morrer um dia", que ia refazer-se e encher a alma de montes, de serranias, do vento agreste e rude.

Em Janeiro de 1995, Miguel Torga, "um pedaço de Portugal" regressou "duradoiramente" ao seu paraíso natal, S. Martinho de Anta, com 87 anos.

FacebookTwitterDiggDeliciousStumbleuponGoogle BookmarksLinkedinRSS Feed

vista exterior da Escola

Este sítio web utiliza cookies na sua estrutura. Ao navegar neste sítio está a consentir na sua utilização. ..